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Pesquisa que avalia o impacto do PIM encerra primeiro ciclo de entrevistas

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A visitadora do PIM Lucélia da Rosa segura o bebê Davi Luiz no colo
O PIM atende a família de Davi Luiz e Maria Luiza desde setembro de 2018. - Foto: Marília Bissigo/SES

A menina Maria Luiza correu para abraçar a equipe do Primeira Infância Melhor (PIM), quando os visitadores chegaram na sua casa no bairro Guajuviras, em Canoas, quinta-feira, (20). A família é atendida pelo programa desde setembro e, de acordo com a mãe, Veridiana Machado Pires, Maria Luiza desenvolveu a afetuosidade nestes últimos meses. “Depois do PIM, ela começou a criar um amor, um carinho, que antes não tinha. Hoje ela está muito bem”. Lucélia da Rosa, visitadora do PIM, reforça: “a Maria Luiza mudou muito. Ela já vem com aquele carinho, é muito gratificante. A gente vê que está fazendo a diferença na família”. Além da menina, Veridiana também é mãe de Davi Luiz, nove meses, e outros dois meninos.

O Primeira Infância Melhor foi implantado em julho de 2003 em Canoas. Atualmente atende cerca de 57 famílias e aproximadamente 68 crianças de até 6 anos. Ao longo desses 15 anos, o programa já acolheu mais de dois mil pequenos e atua nos eixos da família e comunidade, estimulando o desenvolvimento pleno das capacidades físicas, intelectuais, sociais e emocionais das crianças.

Com o objetivo de avaliar o impacto do programa nos indicadores de bem-estar da população a curto, longo e médio prazo, foi feita uma parceria entre a Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal em 2018. Pioneiro na América do Sul para este tipo de pesquisa, o método científico - que acompanha a evolução de indicadores durante um longo período - será aplicado em Porto Alegre, Canoas, Viamão e Serafina Corrêa, com possibilidade de ser estendido para outros municípios. Cerca de mil famílias devem ser entrevistadas nessas localidades durante a primeira etapa, que encerra hoje (21). A segunda fase tem previsão para maio de 2019, contemplando três mil crianças até três anos, que serão acompanhadas pelo estudo por vários anos.

Coordenadora do Grupo Técnico Municipal (GTM) dos programas Primeira Infância Melhor e Criança Feliz (PIM/PCF) de Canoas, Neiva do Amaral da Silva explicou que a pesquisa é essencial para evidenciar a efetividade do trabalho, como visto na família de Maria Luiza. "A pesquisa vem fundamentar, valorizar e potencializar os municípios. É provar cientificamente os benefícios que a gente sabe que o programa traz”.

Cerca de trinta pesquisadores do ensino superior foram capacitados para aplicar a pesquisa, utilizando questionário socioeconômico, aliado a um instrumento de acompanhamento do desenvolvimento infantil. Em Canoas, a supervisora da equipe da pesquisa da FGV é a bacharel em Ciências Sociais e estudante de Medicina na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Thais Vanessa Salvador. A universitária afirmou que as famílias são receptivas e colaboram com o estudo. “Quando a gente fala que é algo relacionado à criança, as famílias atendem super bem, mesmo quem não conhece o programa”. Além do aprendizado técnico, que alia as áreas de conhecimento nas quais está inserida, Thais disse que supervisionar a pesquisa é uma experiência transformadora. "Esse contato direto com as famílias, ver de perto a realidade delas, tentar ter o máximo de empatia, é engrandecedor”.

Texto: Andrew Fischer

Supervisão e edição: Marília Bissigo

Secretaria da Saúde