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Leishmaniose visceral

O que é?
A Leishmaniose Visceral é uma doença grave, causada pelo protozoário Leishmania chagasi, que é transmitido através da picada de um inseto chamado flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis), popularmente conhecido por mosquito palha e que pode atingir pessoas e animais, principalmente o cão. O mosquito palha se contamina picando um cão infectado e posteriormente uma pessoa. Não há transmissão direta entre pessoas e pessoas e cães.

Como identificar casos suspeitos?
Para as pessoas: em caso de febre persistente, aumento de baço e fígado, é necessário buscar o serviço de saúde mais próximo de sua residência, principalmente se esteve em uma área onde a doença esteja ocorrendo.
Para os cães: em caso de emagrecimento progressivo, feridas e descamações de pele, queda anormal de pelos, aparecimento de ínguas, crescimento anormal de unhas, inchaço de pernas, sangramento de nariz ou de outras aberturas, entre outros sintomas, busque a Vigilância Municipal ou os serviços de Controle de Zoonoses, Canil Municipal ou outro similar.

Como prevenir?
Vigiar a população de cães, controlar a proliferação do inseto vetor e evitar que ele pique as pessoas. Essas ações são tanto de proteção individual como de manejo do ambiente.

Proteção individual:

  • usar de mosquiteiro com malha fina
  • telar de portas e janelas com malha fina
  • usar repelentes
  • não se expor nos horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite)

Manejo ambiental para controle do vetor:

  • limpar quintais, terrenos e praças públicas (recolhendo folhas e galhos)
  • eliminar resíduos sólidos orgânicos e dar destino adequado a este lixo
  • evitar sombreamento excessivo do pátio e eliminar fontes de umidade

Medidas de controle da população canina:

  • manejo de cães em situação de rua
  • estímulo da posse responsável de animais domésticos
  • canis telados com malha fina que evite acesso de insetos
  • coleiras impregnadas com deltametrina a 4% (como medida auxiliar de prevenção da doença nos cães)

Para mais informações, ligue para o Disque Vigilância, pelo telefone 150.

Casos

Em janeiro de 2009, a Secretaria Estadual de Saúde notificou o primeiro caso autóctone confirmado de Leishmaniose Visceral Humana (LVH) no município de São Borja. Dos casos autóctones de LVH o Rio Grande do Sul conta com 19 casos, distribuídos nos municípios de São Borja, Uruguaiana, Itaqui e Porto Alegre.

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